Hydrax, saneamento de tubulações

Sanasa diminui a captação de água com programa de redução de perdas.

15 de December de 2009

A sociedade de Abastecimante de Agua e Saneamento  (SANASA), sociedade que atende a cidade de Campinas, SP, deixou de captar 17 milhões de m³  de água em 2007, o que representa 2 meses de operação para empresa. Mais do que isso, a economia influi diretamente nos custos operacionais e é  comemorada pela engenheira Lina Cabral Adani, gerente da área de contr anoole de perdas e sistemas. Ela adiante que a Sanasa reduzio seu índice de perdas de 37,7% em 1994, para 24,2% em 2007. A redução continuou no primeiro semestre desse ano, atingindo 23,4% sendo que a meta da especialista e chegar a 22% até o final de 2008.Analisando simplificadamente parece que a redução foi pequena. Mas isso não é verdade. Primeiro porque a média nacional de perdas é de 41%. Já o Departamento de Águas e Esgotos (DAEE) estipula um índice de 25% para a sua outorga a novas concessionárias, sendo que essa que essa meta deve ser atingida dentro de um prazo determinado. Considerando esses dois parâmetros, observa-se que a Sanasa apresenta um índice bastante razoável.
Outro dado importante é que o índice de perdas precisa ser relativizado em relação ao faturamento da empresa. No caso da concessionária de Campinas, o recebimento de financiamentos para obras de tratamento de esgoto foi resultado da gestão positiva na área de tratamento de água. “Os órgão financiadores avaliaram que a empresa tinha condições de arcar com um empréstimo porque controlava fatores importantes como perdas no tratamento de água”, explica Lina.
A mudança na Sanasa começou, alias, com o financiamento do banco mundial em 1994. Ao conceder um empréstimo para as obras de distribuição de água, aquele organismo condicionou parte do valor à realização de um programa de redução de perdas.
O longo trabalho da Sanasa começou com a diminuição das perdas físicas. Uma atenção especial foi dada aos reservatórios, onde havia muitos problemas de transbordamento. Além de uma monitoração on-line, a concessionária de acordo com Lina, ganhou um know-how no conserto dos tanques, criando uma metodologia própria.
Qualquer problema nos reservatórios precisa ser consertado imediatamente.
Monitoramento – O uso da telemetria é importante neste processo, tanto que a concessionária está estudando as novas tecnologias justamente para abrir uma licitação e atualizar o seu modo de monitorar o estado dos reservatórios e evitar perdas. OS grandes consumidores, por sua vez, devem ter um novo sistema de telemetria, que passa por testes nesse momento. “A tecnologia a avançou muito e temos de acompanhar os novos avanços”, informa Lina. Ela adiante que o teste com o novo sistema  tem sido feito em pontos de instalação na Unicamp e no hotel Royal Palm Plaza.

Paralelamente às intervenções e monitoramento do reservatórios, a Sanasa investiu na introdução de hidrômetros mais precisos. Segundo Lina, a submedição é responsável por uma média de 15% de perdas no Brasil. Ou seja, as concessionárias sabem que perdem esse valor, mas não podem cobrá-lo do consumidor porque a demonstração do processo teria de ser personalizada e isso não é simples. O principal vilão dessa perda é a presença de caixas d’águas domesticas. “Na maiorias das cidades européias é proibido manter reservatórios domésticos. Como não podemos implantar essa restrição no Brasil, resolvemos estudar hidrômetros que permitam aferir o consumo real de cada casa”, adianta a engenheira.
Ela Informa que a concessionária de Campinas avaliou modelos europeus de hidrômetros e os determinou como padrão na rede de distribuição.
Os editais da companhia já trazem essas especificações e a própria concessionária os testa para verificar se cumprem os padrões definidos. Apesar de mais caros, a vida útil dos hidrômetros com tecnologia européia é de cerca de três vezes maior do que do que os tradicionais. A Sanasa já implantou os equipamentos com esse padrão em 60% de seus consumidores . O controle não para por ai. Depois de instalados, eles são rastreados em campo. A empresa controla o tempo de vida útil de cada um deles e trabalha com essa informação na escolha dos futuros lotes a serem adquiridos.
O Combate às perdas físicas também acontece na rede de distribuição da concessionária. As redes de ferro fundido, que em sua maioria não são soldadas, e as linhas de fibrocimento e de PVC, têm sido  substituídas por dutos de PEAD soldados, cuja estanqueidade é maior e que teriam pelo menos 20 anos de uso sem manutenção, segundo Lina. “Temos uma rede antiga e parte dela formada por ferro fundido, que acaba comprometendo a cor da água. As tubulações de fobrocimento com mais de 40 anos apresentem sérios problemas da vazamento e também precisam ser substituídas”, informa. De acordo com ela, entre 2007 e até o primeiro semestre de 2008, a Sanasa já implantou 100 km de redes de PEAD, usando o método não destrutivo para isso .
A implantação da novas redes é seguida por um rígido processo de teste de estaqueidade das novas tubulações. A fiscalização inclui desde o material a ser empregado até a execução em si. “É um processo necessário porque uma rede nova pode representar, se for mal projetada ou executada, um custo adicional para a empresa e não um ganho”, avalia a especialista.
Além da troca, a rede de distribuição também é monitorada de perto, principalmente no período noturno,quando o consumo naturalmente se reduz e a pressão da água nas tubulações aumenta. Isso causa um processo de rachadura se a rede não tiver sua pressão reduzida. A Sanasa não apenas introduziu um sistema de válvulas redutoras, como tornou esse processo automatizado, tomando as intervenções mais ágeis. “Setorizamos a cidade a cidade para controlar mais rapidamente a pressão nas tubulações e ter mais dadis sobre o comportamento de cada região”, explica Lina.
Para agir sobre as perdas não-fisicas, diga-se fraude, a Sanasa usa a inteligência. “Precisamos agradecer á área de informática, que vem mantendo registros altamente acurados desde 1989. Isso permitiu que pudéssemos estabelecer relações de consumo, estudar mudanças e realizar um cruzamento importante de dados a respeito de consumo”, adiante Lina. O sistema citado pela especialista cruza informações de todo tipo – e de forma automática. Cada cliente da Sanasa está georreferenciado e parâmetros como seu gasto com energia elétrica ou construção de uma piscina fazem parte dos dados arrolados.
Sem uma política de banco de dados de alto nível, que a Sanasa vem mantendo a décadas, não poderíamos ter avançado para o sistema atual de controle e para a redução de perdas”, argumenta. “Hoje temos um controle que nos permite identificar onde há ocorrências, o que pauta a fiscalização”, conclui.

Fonte: Revista Hydro Dez / 2008

Brasil precisa de R$ 27,7 bi para continuar a ter água.

10 de December de 2009

 

  • Demanda em grandes cidades já é maior que produção
  • Relatório da ANA aponta futuro incerto sem investimentos

 

Relatório da Agência Nacional de Águas (ANA) mostra que a demanda de água em regiões metropolitanas já é maior do que a produção atual do recurso. Serão necessários investimentos de R$ 27,7 bilhões para impedir um colapso no setor nos próximos 15 anos, quando as regiões metropolitanas estudadas terão um aumento de 25 milhões de habitantes. Esses R$ 27,7 bilhões, a título de comparação, representam um valor maior do que tudo o que o governo federal gastou neste ano de 2009 para conter os efeitos da crise financeira internacional. Os cortes de impostos em vários setores da economia custaram cerca de R$ 22 bilhões a R$ 23 bilhões para os cofres do Tesouro Nacional. O investimento necessário em produção, tratamento e fornecimento de águas é de R$ 12,024 bilhões, segundo a ANA. Para o tratamento de esgotos, a agência estima investimentos de R$ 15,699 bilhões. A soma desses dois valores resulta nos R$ 27,7 bilhões estimados pelo estudo –como pode ser comprovado no detalhamentos dos quadros apresentados ao final deste post. “As demandas urbanas atuais, em torno de 356 m3/s, são ligeiramente superiores à capacidade atual de produção de água (quase 352 m3/s), demonstrando que parte das unidades dos sistemas produtores opera em regime de sobrecarga ou de forma inadequada”, aponta o atlas sobre as regiões metropolitanas lançado pela ANA nesta quarta-feira (9.dez.2009). Para reverter o quadro no setor de águas e esgotos, a ANA sugere, além dos investimentos, a criação de um comitê gestor interministerial sobre o assunto. Abaixo, alguns dos pontos destacados pelo relatório, compilados pelo repórter Piero Locatelli: - As regiões metropolitanas de São Paulo, Baixada Santista, Campinas e do Rio de Janeiro requerem 46% do total de investimentos na região Sudeste. - A maioria das regiões metropolitanas apresenta algum grau de comprometimento da qualidade das águas dos mananciais. Porto Alegre (RS) é citada como exemplo pelo relatório. - Curitiba (PR), Goiânia (GO), Distrito Federal e Fortaleza (CE) necessitam de ações mais fortes de controle de poluição, pois buscam água em mananciais cada vez mais distantes da cidade. - A produção de água é concentrada no eixo Sul/Sudeste –dois terços dos sistemas produtores de água estão localizados nas duas regiões. - Belém (PA), Manaus (AM), Natal (RN) e Maceió (AL) têm diminuído sua capacidade de captar água subterrânea. Por isso, devem aumentar o aproveitamento de mananciais superficiais e ampliar os sistemas já existentes.

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Fonte: UOL NOTÍCIAS. BLOG

Funasa promove palestra sobre educação em saúde na Fitabes

10 de November de 2009

funasa_palestraA Funasa, em seu segundo dia de participação na VIII Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes), em Recife (PE), promoveu uma palestra sobre educação em saúde e saneamento ambiental, ministrada pelo coordenador de Educação em Saúde da presidência da Fundação, Onivaldo Coutinho.

“O objetivo principal desta palestra é sensibilizar os gestores municipais e técnicos em saneamento, no sentido de fortalecer a inclusão social da população durante as intervenções de saúde pública”, esclareceu o coordenador.

Segundo Onivaldo Coutinho, o maior desafio da instituição é trabalhar políticas públicas em áreas que historicamente estiveram marginalizadas da atenção dos gestores federais, estaduais e municipais. “O pensamento da Funasa não é construir por construir, é analisar se o impacto causado pelas intervenções (obras) é positivo e sustentável para a população”, observou.

O principal trabalho das equipes que atuam com educação em saúde é inserir a comunidade no processo de atuação das ações de saneamento, viabilizando, por meio desta mobilização, o controle social e a sustentabilidade dos sistemas implantados. “Para isso, precisamos refletir sobre a realidade dos atingidos, buscar soluções, agir para resolver ou solucionar problemas e, principalmente, pensar em tornar a obra durável e eficiente para a população”, acrescentou Onivaldo.

Em um breve debate, o coordenador foi questionado pelo palestrante do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), Paulo da Silva Capel, se a Funasa possui mecanismos que possam mensurar indicadores sociais de satisfação da população após a execução das obras de saneamento que a Fundação promove em municípios com até 50 mil habitantes. “É um grande desafio desenvolver indicadores que não são palpáveis ou numeráveis. Mas a Fundação trabalha com pesquisas e instrumentos que podem traduzir de forma antropológica a eficiência e a satisfação dos beneficiados. Com isso, buscamos indicadores tanto quantitativos como qualitativos”, respondeu Onivaldo Coutinho.

Ao final da palestra, foram sorteados alguns kits com publicações da Fundação, como manuais de saneamento, guias de conservação de água e roteiros para elaboração de projetos de obras.  A VIII Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental (Fitabes) faz parte da programação do 25º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que está sendo promovido na capital pernambucana pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes). O evento, que tem a Fundação Nacional de Saúde como uma das entidades convidadas, vai até esta sexta-feira (25).

39ª Assembléia Nacional da Assemae

3 de June de 2009

Logo Assemae

A Hydrax participou da 39ª Assembléia Nacional da Assemae em Gramado, nos dias 24 a 29 de maio.

Realizamos uma palestra técnica com o tema Redução de perdas Reais de Água com a Renovação das Redes por Método Não Destrutivo, ministrada pelo Sr. João Thomaz Pereira Júnior, Diretor Comercial da Hydrax, e pelo Engº Carlos César Gumier, Diretor de Engenharia e Planejamento da Hydrax.

Abaixo as fotos do evento - Clique para amplia-las.

Reágua habilita 23 projetos na RMC

8 de May de 2009

Oito cidades foram contempladas no programa de ampliação da produção e reuso.

A Região Metropolitana de Campinas (RMC) conseguiu habilitar 23 projetos de oito municípios inscritos no Programa Estadual de Apoio à Recuperação de Água (Reágua) destinado a ampliar a disponibilidade hídrica no estado de São Paulo. O programa prevê a aplicação de U$ 130 milhões (R$ 296,5 milhões) em recursos do Estado e Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento.

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Hydrax acompanhou evento sobre MND em Toronto, no Canadá

7 de May de 2009

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Mantendo seu compromisso de ficar sempre em dia com as últimas tecnologias, a equipe da Hydrax foi conferir de perto o que está sendo falado sobre MND nos países desenvolvidos.

Clique na imagem abaixo e veja um prospecto do evento.

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Cobrança pelo uso da água melhora o abastecimento

7 de May de 2009

Os R$ 38,5 milhões arrecadados em 2008 vão financiar o aumento de produção das bacias e projetos ambientais

A Companhia de Saneamento Básico de São Paulo (Sabesp) pagou R$ 10 milhões no ano passado para poder abastecer 55% da Grande São Paulo com a água retirada do Sistema Cantareira, formado por rios de domínio federal. A Sabesp é a maior usuária de água do sistema, seguida da Sociedade de Saneamento e Abastecimento de Água S.A (Sanasa) que pagou R$ 1,26 milhão para abastecer Campinas em 2008. Juntas, as duas empresas foram responsáveis por 64,2% dos recursos obtidos com a cobrança pelo uso da água, que vão financiar, em 2009, projetos de despoluição e aumento da produção de água nas bacias dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. (more…)

Secretaria Estadual habilita 98 projetos do Programa REÁGUA

7 de May de 2009

reaguaA Secretaria de Saneamento e Energia divulga hoje em seu site (www.saneamento.sp.gov.br) e amanhã, em publicação no Diário Oficial do Estado, as 98 ações que foram habilitadas e hierarquizadas dentro dos critérios do Programa REÁGUA. Ao todo, foram 31 projetos focados em controles de perdas de água, dois em uso racional da água, cinco em reúso e 60 em sistemas de coleta e tratamento de esgotos, sendo participantes 56 municípios das bacias hidrográficas do Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ); Alto Tietê; Tietê-Sorocaba; Sapucaí-Grande e Mogi-Guaçu.

O REÁGUA é um programa inovador, pois investirá com recursos do tesouro do Estado em projetos que definirão um novo paradigma na política estadual de gestão de recursos hídricos. Os recursos financeiros, que somam US$ 130 milhões financiados pelo Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento – BIRD e pelo governo estadual, apoiarão projetos em municípios das cinco bacias de maior escassez hídrica. (more…)

Hydrax e SABESP Itatiba reunidas em evento

20 de December de 2008

A Hydrax se reuniu com a equipe da SABESP Itatiba para apresentar as soluções de saneamento ambiental e ecotecologia, enfatizando o uso de métodos não-destrutivos em suas obras.

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2º Programa de capacitação em saneamento

15 de December de 2008

Dias 18 e 19 de novembro, a Hydrax participou do 2º Programa de Capacitação em Saneamento – ASSEMAE em São José do Rio Pardo.

A Hydrax agradece a todos os envolvidos pela participação que foi essencial e ajudou a engrandecer o evento.

Nesse evento, contamos com o apoio das empresas: ASSEMAE, Poly Easy, Actaris e Sondeq

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